“Senhor, ensina-nos a rezar”
Por que rezar?
Para nós, rezar é um grande problema. Pedimos e não conseguimos aquilo que pedimos. Deus parece ser um surdo-mudo: gosta de ver a gente passar aperto e fica insensível às nossas súplicas.
Todos nós lembramos de nossa infância. Parecia que rezar era quase natural, espontâneo. Quando olhávamos a imagem da virgem Maria parecia que ia sorrir para a gente.
Depois de crescer, porém, tudo ficou mais difícil, mais seco, mais austero (Rígido, sevéro, de caráter inabalável.).Não sentíamos mais aquela devoção e piedade espontâneas. Pedíamos a Deus e ele nos atendia, ficava insensível, surdo-mudo,ausente. Quanto mais suplicávamos, mais ele se fazia silencioso, menos nos respondia ou atendia.
Quantas vezes acontecia até o contrário:
Pedimos para passar nas provas e fomos reprovados;
Pedimos a saúde para um nosso parente e este morreu;
Pedimos saúde para nós e continuamos mais doentes;
Pedimos para ganhar e perdemos tudo.
Por isso, desde a nossa infância e adolescência, largamos nossa oração, julgando-a tempo perdido.
Falar com Deus calado e ausente nos parecia tempo perdido. Tínhamos tanta coisa mais urgente para fazer, para pensar, para realizar.
Alguns conservaram uns restos de oração mecânico, decorada, rotineira, apenas por medo de um Deus carrancudo que lhes foi inculcado e que poderia castigá-los.
Mas será que rezar é isso? Será que rezar é mudar Deus? Será que nossa oração vai conseguir que Deus faça coisas que não queria fazer antes? Das coisas que não queria dar?
A Teologia nos ensina que Deus é perfeito. Como ser perfeito, ele age sempre perfeitamente, o mais perfeitamente possível. Não poderia agir o mais perfeitamente. Então, se nossa oração tivesse como finalidade mudar Deus, mudar o comportamento de Deus, conseguir que Deus fizesse coisas que não estavam a fim de fazer, só poderia mudar Deus para pior, por que para melhor não há jeito, já que Deus é perfeito e age sempre perfeitamente. Rezar para piorar Deus, não tem sentido.
Como conclusão lógica, podemos dizer que rezar não muda Deus nem seu comportamento. E se rezar não muda Deus, a finalidade da oração é mudar-nos, mudar a nós mesmos. Em vez de pensar que, pela oração, vamos dobrar Deus ao nosso querer e pensar, percebemos que somos nós que, pela oração, vamos entrar na visão de Deus.
Rezando, nós nos sintonizamos com ele, para que finalmente possa transmitir-nos sua força, sua alegria, sua paz, sua coragem, sua vida da graça.
Sabemos, por exemplo, que, neste instante, na atmosfera que nos circunda, estão presentes as ondas de centenas de emissoras de rádio, mas não as escutamos. Pode até ser que uma dessas emissoras esteja transmitindo uma mensagem lindíssima, reconfortante, mas não nos reconforta porque não ouvimos. Basta ter um simples e pequeno receptor, ligá-lo e sintoniza-lo para acolher a mensagem; assim ela poderá tocar- nos e transformar-nos.
Quando o guarda da Polícia Rodoviária sintoniza seu receptor, ele pode receber e pedir ao seu superior a orientação sobre a ação a seguir, a atitude a tomar, o caminho a andar. Quando o piloto sintoniza a torre de controle do aeroporto, ele pode deixar-se guiar para uma aterrissagem mais forte, mais sábio, mais amoroso do que nós, para deixar que ele nos guie, nos dê sua força e seu amor para vivermos nossa vida neste mundo um tanto atribulado.
A oração não tem como finalidade mudar Deus, mas mudar-nos e colocar-nos dentro da visão e do plano de Deus.
Por que rezar?
Para nós, rezar é um grande problema. Pedimos e não conseguimos aquilo que pedimos. Deus parece ser um surdo-mudo: gosta de ver a gente passar aperto e fica insensível às nossas súplicas.
Todos nós lembramos de nossa infância. Parecia que rezar era quase natural, espontâneo. Quando olhávamos a imagem da virgem Maria parecia que ia sorrir para a gente.
Depois de crescer, porém, tudo ficou mais difícil, mais seco, mais austero (Rígido, sevéro, de caráter inabalável.).Não sentíamos mais aquela devoção e piedade espontâneas. Pedíamos a Deus e ele nos atendia, ficava insensível, surdo-mudo,ausente. Quanto mais suplicávamos, mais ele se fazia silencioso, menos nos respondia ou atendia.
Quantas vezes acontecia até o contrário:
Pedimos para passar nas provas e fomos reprovados;
Pedimos a saúde para um nosso parente e este morreu;
Pedimos saúde para nós e continuamos mais doentes;
Pedimos para ganhar e perdemos tudo.
Por isso, desde a nossa infância e adolescência, largamos nossa oração, julgando-a tempo perdido.
Falar com Deus calado e ausente nos parecia tempo perdido. Tínhamos tanta coisa mais urgente para fazer, para pensar, para realizar.
Alguns conservaram uns restos de oração mecânico, decorada, rotineira, apenas por medo de um Deus carrancudo que lhes foi inculcado e que poderia castigá-los.
Mas será que rezar é isso? Será que rezar é mudar Deus? Será que nossa oração vai conseguir que Deus faça coisas que não queria fazer antes? Das coisas que não queria dar?
A Teologia nos ensina que Deus é perfeito. Como ser perfeito, ele age sempre perfeitamente, o mais perfeitamente possível. Não poderia agir o mais perfeitamente. Então, se nossa oração tivesse como finalidade mudar Deus, mudar o comportamento de Deus, conseguir que Deus fizesse coisas que não estavam a fim de fazer, só poderia mudar Deus para pior, por que para melhor não há jeito, já que Deus é perfeito e age sempre perfeitamente. Rezar para piorar Deus, não tem sentido.
Como conclusão lógica, podemos dizer que rezar não muda Deus nem seu comportamento. E se rezar não muda Deus, a finalidade da oração é mudar-nos, mudar a nós mesmos. Em vez de pensar que, pela oração, vamos dobrar Deus ao nosso querer e pensar, percebemos que somos nós que, pela oração, vamos entrar na visão de Deus.
Rezando, nós nos sintonizamos com ele, para que finalmente possa transmitir-nos sua força, sua alegria, sua paz, sua coragem, sua vida da graça.
Sabemos, por exemplo, que, neste instante, na atmosfera que nos circunda, estão presentes as ondas de centenas de emissoras de rádio, mas não as escutamos. Pode até ser que uma dessas emissoras esteja transmitindo uma mensagem lindíssima, reconfortante, mas não nos reconforta porque não ouvimos. Basta ter um simples e pequeno receptor, ligá-lo e sintoniza-lo para acolher a mensagem; assim ela poderá tocar- nos e transformar-nos.
Quando o guarda da Polícia Rodoviária sintoniza seu receptor, ele pode receber e pedir ao seu superior a orientação sobre a ação a seguir, a atitude a tomar, o caminho a andar. Quando o piloto sintoniza a torre de controle do aeroporto, ele pode deixar-se guiar para uma aterrissagem mais forte, mais sábio, mais amoroso do que nós, para deixar que ele nos guie, nos dê sua força e seu amor para vivermos nossa vida neste mundo um tanto atribulado.
A oração não tem como finalidade mudar Deus, mas mudar-nos e colocar-nos dentro da visão e do plano de Deus.
A oração é capaz de mover aquilo que está parado, devemos orar sempre.
ResponderExcluirSem a oração, nós sentimos como se houvesse um fazio intenso.
Precisamos de algo, para nos fortificar.